Vivemos realmente o tempo, ou ele foge-nos por entre os dedos?
O relógio condiciona inexoravelmente o nosso quotidiano. Voluntariamente ou arrastados, vivemos o dia-a-dia com “falta de tempo”, recorrentemente verbalizando que “tempo é dinheiro”. Contudo, desaproveitamos tempo e perdemo-lo efectivamente, extraviados num mar de superficialidades, apanágio da “vida moderna”, das grandes cidades e das catedrais do consumo.
Também sabemos que o “tempo foge”, que não se regenera, que jamais poderá inverter a sua implacável marcha. Mas, mesmo sabedores de tal facto, caímos no insensato logro de pensar que o mesmo não finda, nem se nos acaba jamais. Quedamo-nos, dessa forma, numa letargia em que apenas olhamos insistentemente para o relógio que marca o compasso diário da pauta que constitui a soma dos nossos dias, divisando incrédulos o tempo que passa.
O relógio marca o tempo e nós, seus senhores, limitamo-nos a vê-lo passar, displicentemente.
O trabalho que agora se apresenta, visa abrir portas à reflexão sobre a efemeridade do tempo e a necessidade de o viver intensamente, como se cada dia fosse o último e o relógio pudesse parar logo ali.




o tempo é uma ilusao, nao existe, criamos os relogios apenas para ter algum controlo sobre a nossa vida..e depois, “desaproveitamos tempo e perdemo-lo efectivamente, extraviados num mar de superficialidades, apanágio da “vida moderna”, das grandes cidades e das catedrais do consumo.”
ola!
verdade os relógios, só servem, para nos controlar,
passam segundos,
passam minutos,
passam horas,
semanas, meses e anos, e cada vez mais odios, desgraças, medos, e para quê? bastam soarem as badalados dos sinos, e anunciam a morte e tudo acaba…
saudações vimaranenses