Soltai a raiva que vos consome feras demoníacas,
Que o gélido frio traz o dócil sopro da morte escaldante.
Soltai o medo que anseia percorrer as vielas que pisais.
O reino que desejastes vem chegando.
O reino dos tórridos infernos, de ódio inflamados.
Eis a nova!
Presenciai a silhueta do poder eterno,
Enfezados terrores de verões escaldantes.
Entusiastas da guerra, da morte e da vingança,
Escutai os ventos do além, da morte, que vem cansada
pela pressa que a traz.
Aclamai-o, porque em grandiosidade chega!
Aclamai-o, que vozes moribundas de dor deseja ouvir!
Ei-lo!
Entrada triunfal do rei digno do reino de almas desnudadas ao vento.
Ei-lo, o eleito: Satanás!
Satanás tal como visto no Codex Gigas
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Havia répteis:
lagartos e ministros multinacionais da cultura fumada
nos espelhos da casa branca que,
corroída pelo cair da democracia ocidental,
comia o monco das minorias proliferantes na zona Este
dos bairros mal cheirosos de Chicago.
Colhíamos alegres a marijuana ao cair da tarde nova iorquina,
enquanto da Califórnia chegava a senilidade dos presidentes,
os secretários desfloravam a virgindade das putas americanas e
os assaltantes passeavam em ferrugentas viaturas da maldição
as velhas encerouladas,
corredores estéreis da possibilidade dos filhos do metropolitano.
Num adormecer de tardes escuras, trouxemos de Los Angeles os rituais
dos ácidos franciscanos e percorremos voadores o universo da galáxia
aspirando o nevoeiro tóxico que embrenhava os pneus da quinta avenida.
Eu sorria esburacado ao sangue que me adornava a fronte desfeita da máfia citadina.
Sim, eu vendia castanhas!
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Desgraçadamente obnóxio… horrível… e admitia-o.
Fanático seguidor de um culto de triangulações desmedidas,
enormíssimo, nefasto e execrável.
Substantivo hipócrita e cínico, a tudo acenava firme.
Lã entrançada num toalhete húmido das perdas da urina celestial.
Se sim!
Uma nota rouca fervilha no “bas fond” da mente sedada.
Nada fazia sentido e isso era óptimo.
Largara o miudinho do quotidiano lamentável,
do daqui para ali e vou ali já venho.
(Nunca mais regresso, só decesso).
Se aquela realidade contemporânea quisesse ser outra,
havia 232 mancos que corrigiriam
a posição do seu escroto empedernido e
fugiriam a 232 quilómetros à hora.
Um por um.
Silvavam e salivavam… frescos!
Pinturas, quadros de Miguel, o angel(o) do pó.
Já, de instante alucinado,
um pesado soco reverberou-lhe no arcaboiço militante.
Direita à vista.
No peito.
Era música, ruído organizado.
Era música. Saturno III.
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