Há uma terra no norte do país onde os dias da infância eram eternos. Os montes erguiam-se verdes por entre a neblina da manhã. Entre a quinta e o povo, uns metros agora anulados pelo casario crescente da imigração regressada ou da imigração indecisa entre o ficar desinquieto e o regresso ao remanso.
Do alto do meu castelo avistava a aldeia vizinha e os pinheiros verdes, com um ribeiro ao fundo que corria célere e carregado. Entre o ribeiro e os pinheiros, uma estrada de terra batida e gravilha solta, serpenteava pelas encostas acidentadas.
Junto às muralhas, a vinha. Os cereais ao fundo, junto à estrada que o santo vigia dia e noite, e os legumes mais acima na várzea pequena. Em todos eles procurávamos, e encontrávamos, o sustento da vida. Depois da vindima e da ceifa. Do lagar e das cantorias dos homens rudes do campo, com um olhar de criança curiosa perante o visitante ocasional. Do mosto e do bagaço. Da matança do porco e dos guinchos desesperados do animal estendido na mesa Ler o resto desta entrada »


