Posts Tagged “HEAVY METAL”
Quando os STEPPENWOLF usaram no tema “Born to be Wild”, a expressão “heavy metal thunder”, jamais imaginariam que, neste nosso Portugal, também o viesse a haver, o HEAVY METAL, bem entendido.
Fez ontem uma semana (sim, a esta hora 3.11 da manhã já não é Sábado, é Domingo) que decorreu a primeira (digo primeira porque espero sinceramente que se repita por muitos e longos anos) edição da MARCH OF METAL FEST. Uma noite dedicada ao HEAVY METAL clássico (como se houvesse outro), todo sonorizado por bandas nacionais: LOSTLAND, ARTWORX, DAWNRIDER e MINDFEEDER. Os GARGULA não puderam estar presentes devido a problemas de saúde do seu vocalista, ícone no metal nacional e antiga voz dos saudosos ALKATEYA. Daqui vai o desejo de rápidas melhoras para o João.
A industria discográfica nacional, a “major” anda, naturalmente, muito distraída do panorama musical nacional. E não só na área do METAL. Por isso as “indie” vão fazendo o seu papel e editando bandas que, apesar do seu excelente som e da preserverança com que estão apos tadas em manter viva a chama do METAL, muitas das vezes tocam apenas pelo gozo que isso lhes dá, sem que financeiramente atinjam níveis que por certo desejariam. Mas aí pode estar o interessante da coisa: tocar pela partilha, pelo prazer, pelo “amor à camisola”. E daí só pode sair efectivamente o que se sente, sem cedências a editoras, tendências, ou o que quer que seja, que demasiadas vezes avilta a pureza do trabalho dos artistas, seja qual for a área de onde são oriundos.
Para lá dos GARGULA, não tinha ainda ouvido, senão no “myspace”, nenhuma das bandas que iam mostrar a sua valia no palco do cine-t eatro de Corroios, que há muito se tornou a capital da música mais pesada, que por cá passa.
Fui lá para fotografar e ouvir, já se vê! Estas são unha com carne para mim. E Por sugestão do João e aceite pelo Léo dos MINDFEEDER, tornei-me no “fotógrafo oficial” do evento. Espero não tê-los desiludido. O Léo foi o homem por detrás do festival, oficialmente, MINDFEEDER PRODUÇÕES e há que dar-lhe os parabéns, porque, de facto, a festa correu mais do que bem e penso que quem lá esteve não deu por mal empregados os 5€ que deu à entrada: foi muito por tão pouco.
As estrelas da noite eram os DAWNRIDER! Por imposições de calendário, digo eu, estes que deveriam subir ao palco em último Ler o resto desta entrada »
Originalmente publicado em 2008-05-11 04:07:03. Republicado por Old Post Promoter Tags: ARTWORX, DAWNRIDER, HEAVY METAL, LOSTLAND, MINDFEEDER
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No passado dia 30 de Novembro teve lugar a 2ª edição do MoM, March of Metal Fest, um mini festival dedicado à divulgação de bandas de Heavy Metal nacionais, organizado pelo vocalista dos MINDFEEDER, Léo, que merece uma chapelada pelo trabalho “pró bono” que desenvolve em favor da causa. Um trabalho de meses, fruto do amor à camisola, como sói dizer-se, “in casu”, o amor ao Metal de cariz, diríamos, clássico. Além de constituir uma óptima oportunidade para a difusão do Heavy Metal português, é uma excelente ocasião para ver e ouvir em palco, as melhores bandas do Metal português, que assim se vai afirmando, clamando direito não só à existência, mas também à sua consolidação como forma de expressão musical a que muitos dão, e bem, ouvidos e que apoiam incondicionalmente, cada um à sua maneira. O MoM é a prova evidente de que o Heavy Metal está vivo em Portugal e que não fica a dever nada ao que se faz na estranja. Além do mais, é uma pedrada na charco da normalização e formatação dos ouvidos dos portugueses, que passam muito tempo agarrados às estações de rádio, mais ou menos dominadas pelas editoras, que apenas conhecem, ao que parece, os Kaiser Chiefs e outras tantas bandas que tentam a todo o custo reinventar a Pop. Fuck That!
Isto por um lado. Por outro, o MoM permite a todos os apaixonados do Metal ter uma noção aproximada do que por cá se vai fazendo e aquilatar da qualidade do produto. Por favor, não discutamos o termo “qualidade”. O que é importante é alargar horizontes e chamar à comunidade o maior número de criaturas, que se pelam por um bom “riff” e sadios solos de guitarra. É verdade, há ainda muita gente que usa a guitarra eléctrica para fazer música e que gosta de a tocar, portanto. Sem paixão nada se cria, nem nada se transforma. E todos os executantes presentes no MoM demonstraram aos que estiveram no “In Live Caffé”, na Moita, que a chama está bem viva e que há lenha suficiente para a manter dessa forma durante muito tempo.
Depois de alterações de cartaz motivadas por impossibilidades de última hora de algumas bandas o figurino do festival foi este, pela ordem como actuaram:
• CASTLE MOUNTAIN
• THE 7TH CIRCLE
• SHIVAN
• MINDFEEDER
• ATTICK DEMONS.
Sem querer meter a foice em seara alheia, essa seara tão mal ceifada dos críticos musicais, considero que o som das bandas é excelente, sobretudo, CASTLE MOUNTAIN, MINDFEEDER e ATTICK DEMONS. Os SHIVAN são também uma referência e os 7TH CIRCLE, mostraram boas aptidões, mas, a mim, pareceram-me pouco a vontade. Opinião cá do “je”. Cada um tem a sua…
Estive lá mais uma vez para fazer as honras de “Fotógrafo Oficial”, a convite do Léo, o que, devo dizer, muito me honra. Só espero corresponder às expectativas, ainda por cima com o material a dar de si (parece estar na altura de adquirir um novo flash, o que não me agrada nada. O tempo é de vacas magras). Mas, quem não tem cão caça com gato, foi o que fiz… A ver vamos se o gato fez bem o papel de cão. Os que me conhecem sabem que para mim a fotografia é um “pintar à máquina (fotográfica)”, por isso não esperem ver tudo muito direitinho e os moços todos muito bem lavadinhos. Não é que não o sejam, mas a fotografia, a meu modesto ver, neste caso, é obrigada a transmitir a luz, o movimento e um cheirinho do som que iam pelo palco. Desculpem os puristas!!! As fotos ficam como testemunho do que a vontade dos Homens pode fazer, quando se ama verdadeiramente.
Por fim, parafraseando um enorme Bluesman (HOUND DOG TAYLOR) e adaptando o que ele disse à fotografia que faço, vocês hão um dia dizer: “He couldn’t photograph shit, but he sure made it look good!”
See you soon!
clicar no cartaz para ver as fotos…
Tags: ATTICK DEMONS, CASTLE MOUNTAIN, HEAVY METAL, MARCH OF METAL FEST, MINDFEEDER, SHIVAN, THE 7TH CIRCLE
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No passado dia 13 de Setembro, Sábado, portanto, fui fotografar ao MAN’S RUIN BAR. Um espaço situado em Cacilhas, Almada, no anteriormente designado CULTO BAR e que dedica ao seu espaço à divulgação de bandas nacionais e estrangeiras praticantes do som mais pesado. Chamem-lhe Doom, Speed, Thrash, Death… enfim o que quiserem. A mim é-me totalmente indiferente. É “heavy” e para mim basta-me.
Bom, fui lá a propósito da tournée europeia da banda espanhola INBRED que através do Myspace me tentou a fotografá-los nesse mesmo espaço, onde para lá deles próprios vindos directamente de Madrid, actuaram também os portugueses PROBATION, PUSHED MIND e BEFORE THE TORN.
O espaço em questão, fronteiro ao Tejo, é ideal ou pelo menos apropriado ao fim a que se destina, com um palco que, não sendo grande, é suficiente para os músicos poderem dar largar aos seus movimentos.
Como não tinha quaisquer compromissos comerciais com as bandas que por lá actuaram, dei largas à minha vontade de fazer das fotografias, pelo menos uma boa parte, imagens quase abstractas, e nas quais se consegue sentir a energia e o empenho que os músicos colocam nas suas actuações.
Gostei do resultado geral. Se nisso tiverem interesse vão clicando no nome das bandas e terão acesso às fotos.
Sobre a música o melhor é ouvirem, que é para isso que ela se faz.
Tags: Almada, Before The Torn, HEAVY METAL, Inbred, Man's Ruin Bar, Probation, Pushed Mind
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A chegada da estação quente trouxera consigo acalmia às hostes em confronto e prazer redobrado aos guerreiros, que repousavam a carne macerada e os ossos doridos junto das suas amantes. Apenas ao entardecer o frio das estepes se fazia sentir de forma moderada. Uma ténue brisa de fim de tarde, acariciava indelével os cabelos dos que assomavam às janelas mergulhando na frescura das estepes ou regressavam a casa antes que o sol se desvanecesse por detrás da mais alta montanha.
Havia já quarenta dias que Segomo e Tutates não se defrontavam em campo aberto. Apenas pequenas escaramuças pontilhavam o território, sempre que patrulhas avançadas, inadvertidamente, ou em sinal de desafio, ultrapassavam as linhas imaginárias de divisão do território de cada um daqueles povos guerreiros. Em regra, estas contendas visavam, antes de mais, testar a guarda de cada um deles e trocar avisos de alerta, à mistura com juras de mortífera vingança, sobre soldados, famílias e tudo o mais que mexesse do outro lado da fronteira.
O Conselho de Sábios Segomo aproveitava as tréguas para rever estratégias, desdobrando-se em pedidos de colaboração e auxilio junto dos povos vizinhos, para que os seus primogénitos engrossassem as fileiras Segomo, na luta contra os Tutates. Nem sempre eram bem sucedidos. Alguns dos povos circundantes preferiam manter a sua isenção, a comprarem uma guerra cujo desfecho lhes poderia ser bem desvantajoso.
Enquanto os Segomo procuravam alianças, os Tutates recrutavam ferozes mercenários oriundos da antiga Tibéria. Ler o resto desta entrada »
Tags: Gargula, HEAVY METAL
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