Sevilha-Praça de EspanhaJá vos disse que as férias foram passadas entre o norte e o sul do país. E agora acrescento, com uma saltada ao sul de Espanha, mais propriamente a Sevilha. Há fotos de alguns dos locais que visitei, naturalmente. Como devem calcular as fotos não ficam logo disponíveis porque, apesar de se destinarem, a maior parte das vezes, a serem colocadas on-line, o facto é que carecem quase sempre de edição (p. ex. devido à sujidade do CCD da minha Nikon, as fotos de Sevilha tinham os céus pejados de… uma espécie de pássaros e ovnis, mas na verdade era só sujidade), e há que remover esses elementos espúrios à “obra”. Tento sempre obter os melhores ângulos, mas confesso que não sou fotografo de arquitectura e de natureza e, portanto, tenho todas as desculpas para as deficiências técnicas e estéticas de que essas fotos, em regra meros documentos históricos, provas da existência dos locais e da minha passagem por lá, possam enfermar!…
Sevilha, capital da Andaluzia, com 704.414 habitantes, sobranceira ao Guadalquivir, é uma jóia do barroco e do gótico, com inúmeras praças, jardins e monumentos para ver e rever. Apesar de ter sido fundada no Século XIII A.C., o facto é que já no Século IX A.C. os “Tartessos” (em castelhano) lhe chamaram “Spal”, aos quais mais tarde os fenícios e cartagineses trataram da saúde…
Se quiserem passar por lá preparem alguns euros, por que as entradas nos monumentos são, a meu ver, bastantes caras. Contudo, vale a pena na maior parte dos casos, sobretudo o alcázar, castelo usado em tempos pela casa real. Têm sempre o roteiro turístico dos autocarros, num dos quais me fiz deslocar por 15 €, na hora em que o calor era sufocante (42 graus!!!), temendo um escaldão na alopécia galopante, mas para ver e bater umas chapas tinha que ser.
Depois do “tour” motorizado descansei à sombra de uma esplanada junto à catedral, saboreando um gelado e empanturrando-me de água, que a coisa estava mesmo feia… A brisa era quente, mesmo quente, e vinha quase sempre condimentada com um horrível cheiro a esterco de cavalo. Os cavalos que insistentemente vivem puxando charretes, que passeiam turistas a preços proibitivos: uma voltinha 50 €!!! A brisa assim “perfumada” e as moscas que a acompanhavam, foram o que de menos positivo Sevilha mostrou. Cheguei até a pensar, sentado naquela esplanada, ao lado de uns quantos alemães que arengavam qualquer coisa e riam despreocupadamente, que Sevilha era, pelo menos no centro, uma cidade de caca! Não fosse o resto e assim seria. Mas não é!
Curioso foi verificar a quantidade de pessoas de diferentes origens que ali se cruzavam, com “nuestros hermanos”: portugueses, russos, franceses, alemães, hindus, etc., como que a fazer jus ao histórico carácter multicultural da cidade. Uma cidade repleta de animação e pedras que nos falam dos tempos idos, dos tempos em que outros lhe percorriam as entranhas, como agora outros fazem.
(Como habitualmente, clicar na foto para aceder à Galeria)

2 Respostas a “Sevilha”
  1. Julieta Ferreira diz:

    Belo texto, muito bem escrito. Narração descritiva que leva o leitor ao tempo e espaço da narrativa, como se estivess lá. Eu, por acaso, até lá estive :)
    Beijos.

  2. Mestre!
    Gostei da prosa… há muita coisa que escreves que já não se usa… por já não haver… esterco de cavalo…
    Isso do CDC é que foi pior.
    Abraço - CM

Deixe uma resposta

Fotografia ♦ Photography ♦ 70-200.net ♦ Since 2005
Fotografia e Textos de © Arlindo Pinto, excepto onde indicado.
Best viewed with a resolution of 1024x768 (or higher).