Revelação surgida do finito núcleo solar,O Remorso de Orestes (1862)
recém caído na distante linha do horizonte longínquo.
Um verão glaciar de planetas sobrepostos,
miríade de selvagens apocalípticos,
monstros estranhos às portas orientais do reino.
Líderes de antanho e
brilhantes capacidades esgotadas nos
discursos prenhes de nada.
Mediocridade hipócrita de políticas insanas.
Bestas sem carga,
carregando nos pródigos da produção esgotada
de países sem norte, outrora neutros,
projectados com violência no presente sem futuro,
próximo ou longínquo.
Luz obliterada da claridade pretendida.
Nulidade absoluta da criação divina.
Semicerro o olhar e discirno o amanhã coberto do
nada acumulado dos dias anteriores.
Toco no sol e dissolvo os sentidos.
Destruo-o!
Velocidade sem tréguas.
Sem espada, sem remorso.

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