Rock, filho de Elvis
Colocado por: Arlindo Pinto em Chords of Fame, Memórias, Rock & Folk, Word of Mouth
[O texto abaixo (o Rock) usa palavras obscenas. Se tem menos de 18 anos não leia sff.]
Rock, além de filho de Elvis, já defunto, era e é um filho da terra. Emigrado por alguns anos, a ela voltou saudoso, por certo, do vinho que outrora Elvis cultivara e que Rock nunca deixou de amar. Fazia, aliás, questão de viver intensamente essa paixão. Outras houvera é certo, mas manteve-se sempre celibatário. O vinho, esse, jamais o abandonou. No entanto, de quando em vez derivava para outros territórios mais etílicos até: as bebidas brancas, as cor de caramelo, as vermelhas, as verdes, etc. Nesta matéria, Rock revelou-se sempre um homem de carácter que, fiel aos seus princípios vinícolas, não desprezava as concorrentes de maior graduação. Além do álcool, sisma herdada de Elvis que dele faleceu transportando em si não um fígado mas tão só uma pequena isca, apenas o seu fiel amigo, de que não recordo o nome, com o qual durante a madrugada por vezes se fazia acompanhar, exibindo com frequência o bilhete de identidade do animal, era seu fiel amigo. O bacalhau também, bem entendido, mas o cão, esse portento de pastor alemão, jamais o abandonou.
Os tempos de emigrante de Rock, eram com frequência motivo de conversa pela noite dentro, sobretudo os suas aventuras gastronómicas, de que insistentemente fazia ressaltar o famoso “Gato na Telha”, nas suas palavras celebérrimo prato suíço. Tão famoso que se tornou, enquanto por aquelas bandas, o seu prato favorito. Não era raro que esta cavaqueira tivesse lugar com todos, sobretudo Rock, com um grãozinho na asa. A vida nunca foi simpática para Rock. Até a própria escola foi para ele madrasta. Algo de que certo dia tomei consciência, ao presenciar, à volta de um ponche quente, uma conversa entre aquele e outro amigo, mais novo e com vícios de outra natura, mas não menos prejudiciais.
Rock dirigiu-se-lhe em tom ameaçador, preocupado com o percurso escolar daquele amigo, lançando-lhe uma questão que inspirou até ao inquirido algum temor reverencial. Ao fim de contas Rock era mais velho e um ícone do noite e das tabernas.
-‘tão pá, passaste d’ano?
A medo, a resposta veio balbuciada:
-Chumbei!
Rock agitou-se no banco do bar e, com tom grave, deu inicio a um pequeno enxovalho, no sentido de motivar o amigo a fazer melhor:
-É qu’ és burro! Caralhos ta fodam! Q’andas a fazer na escola, ó punheteiro de merda!
-Qu’é que queres? - Retorquiu o amigo.
-O qu’é que quero? Quero que tu te fodas, ó burro do caralho! ‘tão anda o teu pai a pagar os estudos pr’a quê? Pr’a chumbares? Que lindo!
Rock estava indignado com a falência escolar do amigo. Mas maior indignação veio com a pergunta que de seguida o amigo lhe fez, já agastado com tanta preocupação de Rock:
-E tu, nunca chumbaste?
A resposta foi inequívoca, gritada e fulminante:
-Eu? Eu nunca chumbei, caralho. Eu fui expulso!




ganda rock
O Rock será sempre grande, lá e em toda a parte!
Desde que possas, astar aí para nos informares como vai o Rock, mundialmente, penso que é preciso gostar mt de rock, para o relatares da foma como o fazes, alem da fotografia, é uma das tuas grandes paixões, ” ROCK”, de certeza!
penso e se não estou enganada, faz no dia 16 de agosto 30 que o noso grande Elvis morreu.
Só que em nossas vidas ele continua e será sempre o grande Elvis
abraço nortenho
se estou enganada desculpem