Fev 042009

lux-interiorLíder dos THE CRAMPS morre aos 62 anos.

Corria o ano de 1981. O Punk ainda fervilhava e quase todos os dias se podia ouvir algo de significativamente interessante no panorama da música Rock (vamos chamar-lhe assim, para facilitar o trabalho aqui ao escriba). Recordo-me como se fosse hoje, quando pela primeira vez ouvi na rádio, por volta da meia-noite, num programa de que não recordo a denominação, THE CRAMPS. Aliás nesse programa ouvi muito do que actualmente compõe a minha colecção discográfica. Foi aí também que pela primeira vez ouvi DEVO, na cover mais original, até aos dias de hoje de, “I Can’t Get no Satisfaction”, dos Stones.
Não recordo com precisão qual o tema que na altura passava dos THE CRAMPS creio que se tratava de “The Natives Are Restless”, do seu segundo longa duração: PSYCHEDELIC JUNGLE. Deitado numa daquelas camas/mesa ou que raio seja isso (só sei que fechava de dia e abria de noite), a luz da cidade entrando sala adentro, e eu confrontado com algo que, para mim era efectivamente interessante e original… ou quase.
THE CRAMPS cunharam o género psychobilly, com influência do rockabilly dos 50’s e 60’s e de outros estilos como blues, garage rock e surf music, estiveram no activo desde os 70’s até hoje. A partir de hoje nãos se sabe.
O coração da banda foi sempre Lux Interior (pseudónimo retirado de classificado de automóveis, de Erick Lee thecrampsPurkhiser), e a mulher Poison Ivy (pseudónimo de Kristy Marlana Wallace). Ele na voz, ela na guitarra. Por ali passaram muitos músicos. THE CRAMPS influenciaram centenas de bandas que ainda hoje fazem psychobilly ou algo parecido: por exemplo CAPITÃO FANTASMA, JESUS & MARY CHAIN e JOHN SPENCER BLUES EXPLOSION.
Em Nova York, participaram da cena punk que se desenvolveu em clubes como o CBGB e a partir de grupos como os RAMONES e os TELEVISION.
Interior morreu aos 62 anos na manhã desta quarta-feira no Glendale Memorial Hospital em Nova York, devido a problemas cardíacos pré-existentes, segundo um porta-voz da banda.•
Tive a felicidade de ver THE CRAMPS em 2006, em Paredes de Coura. Ao meu lado esquerdo, na primeira fila, Adolfo Luxúria Canibal, dos MÃO MORTA, ex-companheiro de faculdade. À minha direita, a minha filha, na altura com 14 anos! Estávamos perante algo que atravessara gerações.
Bom, todos temos que partir um dia e hoje foi a vez de Interior.
Resta-nos o seu legado e a memória dos que o viram actuar ao vivo, em directo ou em diferido.
RIP…

30 segs até o vídeo começar. Tenham paciência…

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4 Respostas to “Morreu Lux Interior”

Comentários (4)
  1. Rui T diz:

    Eu vi Cramps há uns anos no campo pequeno num festival denominado “festival Lisboa” se a memória não me falha.Apesar de não ser grande apreciador do genero fui ao concerto com uns amo«igos que gostavam muito dos The Cramps e posso dizer-vos que até hoje foi o concerto mais energético que vi e o melhor sem dúvida.Não pela música mas sim pela atitude do homem em palco.Acabou nú, fez umas obras de arte ao dobrar os tripés de microfone e partiu o palco fazendo um buraco por onde desapareceu no final do concerto.Memorável….

    Paz á alma

  2. jufaria diz:

    Pois!!!
    A vida é assim, pena mais uma vez a musica fica mais pobre, como todos nós vamos ficando.
    Lamento prefundamente, pois tambem gostava de ouvur
    Obrigada pela noticia embora nãop seja boa, mas vais-nos mantendo actualizados
    Vimaranense
    Jufaria

  3. pedrotvset diz:

    Isto está bonito:num espaço de semanas o Ron Asheton, depois o Aguardela e agora o Lux.
    Ainda há dois anos o vi aos saltos e a partir o palco em Paredes.Estou estupefacto,o homem parecia imortal…

  4. Cramped diz:

    e eu que nao pude ver cramps em paredes de coura por motivos muito grandes. adoro cramps e é a minha banda preferida e hoje ao receber a noticia fiquei desgostoso,pois tinha a esperança que os ia ver! paz a sua alma.

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