Arquivo para a categoria “Word of Mouth”

Um diario, um repositorio de memorias e um livro aberto!

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A hora em que o céu e a terra se confundem!

Já todos sabemos que o pôr-do-sol é, em certos locais muito belo. Está-lhe associado um certo romantismo. No entanto, as fotos que hoje vos dou a conhecer não têm nada que ver com isso, ou melhor, quando as captei, não tinha em mente essa ideia, mas tão só a da composição plástica das cores e dos tons de que o céu a uma certa hora da tarde se veste. Aqueles que conhecem a minha fotografia, ou aquela que me dá mais gozo fazer, sabem que os motivos são de certa forma pouco importantes e que, fundamentalmente pretendo um quadro abstracto pintado à máquina, ao invés do realismo que as cenas revestem.
O ano passado o Instituto Português de Meteorologia lançou um concurso subordinado ao tema “Nuvens e outros fenómenos meteorológicos”, ou qualquer coisa do género. Não concorri. Em regra não o faço. Não concorro. Não porque tenha receio da concorrência, mas tão só porque desconfio dos concursos! Manias! Acabei, contudo, por fazer umas fotos pensando no mesmo.
Decorrido um ano tive tempo de me sentar e olhar para essas fotografias e gostei do que vi: uma mescla de tonalidades amarelas, azuis e pretas. O preto da terra, que por vezes se confunde, com o céu. O sol que definha anunciando o fim do dia e o azul que perdura noite dentro. Manchas de cor. É tudo. Mas de que outra forma posso eu ver essas manchas senão através da mina companheira semi-profissional da Nikon? Da Mesma forma que o pintor abstraccionista vê o resultado da sua imaginação corporizar-se na tela, através dou benquisto pincel.
Eu quero sempre ver o que não é visível. O visível está gasto e aborrece-me. Prefiro o sentimento egoísta de que só eu vejo o imperceptível. Contudo, acabo quase sempre por partilhar convosco o resultado dessas visões, dessa magia de que só a máquina fotográfica é capaz.
É assim, hoje pelo menos!

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PROBATION + PUSHED MIND + INBRED + BEFORE THE TORN, no Man’s Ruin Bar

No passado dia 13 de Setembro, Sábado, portanto, fui fotografar ao MAN’S RUIN BAR. Um espaço situado em Cacilhas, Almada, no anteriormente designado CULTO BAR e que dedica ao seu espaço à divulgação de bandas nacionais e estrangeiras praticantes do som mais pesado. Chamem-lhe Doom, Speed, Thrash, Death… enfim o que quiserem. A mim é-me totalmente indiferente. É “heavy” e para mim basta-me.
Bom, fui lá a propósito da tournée europeia da banda espanhola INBRED que através do Myspace me tentou a fotografá-los nesse mesmo espaço, onde para lá deles próprios vindos directamente de Madrid, actuaram também os portugueses PROBATION, PUSHED MIND e BEFORE THE TORN.
O espaço em questão, fronteiro ao Tejo, é ideal ou pelo menos apropriado ao fim a que se destina, com um palco que, não sendo grande, é suficiente para os músicos poderem dar largar aos seus movimentos.
Como não tinha quaisquer compromissos comerciais com as bandas que por lá actuaram, dei largas à minha vontade de fazer das fotografias, pelo menos uma boa parte, imagens quase abstractas, e nas quais se consegue sentir a energia e o empenho que os músicos colocam nas suas actuações.
Gostei do resultado geral. Se nisso tiverem interesse vão clicando no nome das bandas e terão acesso às fotos.
Sobre a música o melhor é ouvirem, que é para isso que ela se faz.

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MONSANTO

Setembro foi tempo de regresso. Regresso às rotinas. Regresso aos banhos de multidão das catedrais do consumo, que se disseminam como uma moléstia indeclinável dos tempos modernos, cujo filme nem Chaplin imaginou. De volta à cara de velhos conhecidos e amigos de longa data e outros de recente aquisição. Uns e outros também retornados aos seus locais de trabalho e de diversão, imitadores de mouros, tisnados pelo sol do Algarve ou da mais distante Maiorca, Menorca ou outra orca qualquer tão desinteressante como todos as orcas que o mundo inteiro possa comportar. Locais de multidões ávidas de sol, como se o mesmo acabasse amanhã. Para esses há informações, já requentadas: amigos o sol só acaba daqui a 5 mil milhões de anos, transformando-se numa anã branca, num processo autofágico que porá termo à vida na terra. Nessa altura, já este blog/site/o que quer que seja, constará dos anais da blogosfera ou mesmo da esfera…

IDANHA

IDANHA-A-VELHA

Regressei do interior profundo, ostracizado, bem entendido, onde as pedras contam histórias e a história foi gravada em pedra, por vezes também de multidões, enfurecidas, revolucionárias ou tão-só aglomerados de gente assistindo a jogos que ditavam o destino de uns quantos.
Bom, o facto é que de um pequeno périplo pelo interior resultaram alguns postais ilustrados, deste ano e do ano passado. Alguns já viram a luz do dia por aqui, outros vêem-na agora.
É o caso de IDANHA-A-VELHA, local que nunca tinha visitado e que possui um património histórico e cultural de se lhe tirar o chapéu. MONSANTO que revisitei e de que recolhi novas imagens, bem assim como de MARIALVA, a eterna terra dos Aravos, tribo lusitana, que se opôs com denodo à invasão romana, sem sucesso, bem entendido. Imagens que ficam na retina de quem visita os locais, como a PENEDA DO GERÊS, ainda que por lá o sol penso que já se tenha consumido, uma vez que a palavra de ordem é: nuvens! Mais para sul: SETÚBAL, terra de bom peixe e de muitas histórias. PALMELA, por que não? O vinho até nem é mau!
Os postais aí ficam para quem os quiser apreciar e aguçar o apetite para uma visita aos lugares que fizeram Portugal, se bem se mal, isso agora não interessa.
Eis-me de novo aqui ao vosso dispor!
Um brinde à vossa inteligência!

(clicar nos nomes para aceder às fotos)

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A Mão de Deus - Rodin

Não, não creio que me possam provar a existência de um ser superior!
Porque nada há superior ao Homem, criador da sua existência e dos seus Deuses, reduzidos a um pela persuasão dum agitador, filho de um miserável carpinteiro e duma inexperiente sexual.
E não, não me importa ou preocupa o que pensam disso todos os outros, canibais do corpo inumado desse chamado filho do criador, em bafientos rituais domingueiros de pedinchice, a coberto de uma pouco convicta crença numa superioridade celestial, que apenas o Homem pôde construir.
O mesmo Homem que, pelas suas próprias mãos, constrói e destrói tudo o que o rodeia e o acaso lhe deu. O mesmo que criou o seu Deus, a sua salvação, o seu seguro vitalício de felicidade eterna supra terrena e que se obrigou a pagar um prémio em virtudes e bondades terrenas.
Não é o Homem dono de si mesmo? Acaso será que, por momentos, pensareis que algo mais lhe pode valer senão ele próprio? Por mera hipótese académica de estudo teológico, cuidareis que a vida e a morte estão nas mãos de outrem, que não do próprio Homem? Não sabeis que quando rezais olhando o infinito do céu, orais a vós próprios?
Vede agora o ridículo da situação! Pedir a vós próprios, criadores desse Deus, que este vos proteja ou vos agracie com mil e uma bênçãos, quando vós próprios o podíeis fazer sem solicitar intervenção extra terrena, sem vos constituirdes devedores perante um ente que desconheceis!
Porque vos cobris de ridículo? Porque persistis em esperar que do azul celeste venha algo mais do que sol, chuva ou outro fenómeno natural que dizime milhares?
Extraterrestres? Óvnis em forma de charuto ou em forma de ovo estrelado, fumegando do centro, em direcção a um buraco negro?
Acordai ò imbecis, porque o buraco negro está aqui à vossa mão, sugando-vos o discernimento, a vida, transmutando tudo o que dele se aproxima numa amálgama de carne retorcida e disforme.
Sim, o buraco que vós concebestes!

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John 5

Requiem - JOHN 5

Caros visitantes e amigos:
Chegados a esta altura do ano, diz-se do país que quase pára, tal a quantidade de seres que se ausenta dos seus refúgios para procurar sol, monumentos, pessoas, civilizações, tentando libertar-se do stress diário que os faz mover, quais autómatos, entre os ditos refúgios e os seus locais de trabalho.
Está na altura de também eu me ausentar.
São poucos os artigos que por aqui têm dado à costa, fruto de uma dia-a-dia demasiado ocupado com coisas mundanas, pouco interessantes e, por vezes, de um aborrecimento atroz.
Espero, depois das férias, poder ter mais tempo para estar convosco e trazer-vos algumas novidades, além das fotográficas, naturalmente.
Confio poder, em férias, editar algumas fotos que andam por aqui ao Deus dará e que têm alguma piada, para as disponibilizar no site.
Como sugestão de leitura deixo-vos “sem ponto final” de Julieta Ferreira.
Para ouvir, talvez não seja má ideia, para os que gostam do género, dar uma audição atenta a um dos melhores guitarristas da actualidade: JOHN 5 e ouvir o seu último “Requiem”. Será dos meus preferidos durante este período, tal como “Gods of the Earth”, dos THE SWORD.
Obviamente que se puder e se justificar, virei aqui dar-vos novas. Se isso não acontecer, até Setembro…
I’ll be back!

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FomeTrufas e caviar no jantar da cimeira do G8 sobre fome

Os líderes das oito economias mais industrializadas do mundo (G8), reunidos numa cimeira no Japão, estão a causar espanto e repúdio na opinião pública internacional, após ter sido divulgada aos órgãos de comunicação social a ementa dos seus almoços de trabalho e jantares de gala.

Reunidos sob o signo dos altos preços dos bens alimentares nos países desenvolvidos - e consequente apelo à poupança -, bem como da escassez de comida nos países mais pobres, os chefes de Estado e de Governo não se inibiram de experimentar 24 pratos, incluindo entradas e sobremesas, num jantar que terá custado, por cabeça, a módica quantia de 300 euros.

Trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e uma selecção de queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas eram apenas alguns dos pratos à disposição dos líderes mundiais, que acompanharam a refeição da noite com cinco vinhos diferentes, entre os quais um Château-Grillet 2005, que está avaliado em casas da especialidade online a cerca de 70 euros cada garrafa.

Não faltou também caviar legítimo com champanhe, salmão fumado, bifes de vaca de Quioto e espargos brancos. Nas refeições estiveram envolvidos 25 chefs japoneses e estrangeiros, entre os quais alguns galardoados com as afamadas três estrelas do Guia Michelin.

Segundo a imprensa britânica, o ‘decoro’ dos líderes do G8 - ou, no mínimo, dos anfitriões japoneses - impediu-os de convidar para o jantar alguns dos participantes nas reuniões sobre as questões alimentares, como sejam os representantes da Etiópia, Tanzânia ou Senegal.

Os jornais e as televisões inglesas estiveram na linha da frente da divulgação do serviço de mesa e das reacções concomitantes. Dominic Nutt, da organização Britain Save the Children, citado por várias folhas online, referiu que ‘é bastante hipócrita que os líderes do G8 não tenham resistido a um festim destes numa altura em que existe uma crise alimentar e milhões de pessoas não conseguem sequer uma refeição decente por dia’. Para Andrew Mitchell, do governo-sombra conservador, ‘é irracional que cada um destes líderes tenha dado a garantia de que vão ajudar os mais pobres e depois façam isto’.

A cimeira do G8, realizada no Japão, custou um total de 358 milhões de euros, o suficiente para comprar 100 milhões de mosquiteiros que ajudam a impedir a propagação da malária em África ou quatro milhões de doentes com sida. Só o centro de imprensa, construído propositadamente para o evento, custou 30 milhões de euros.
Fonte: DN Online
Foto: autor desconhecido

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