Arquivo para a categoria “Diário Ocasional”

Este é um diário que só escrevo de quando em vez!

LADY MARYO passado é interessante na exacta medida em que já passou! Ou seja, esmiuçando esta lapidar frase de tão pouco eloquente escriba: o passado não interessa. Apenas o que ficou dele. E estas são duas realidades distintas. Pessoalmente, eu quero é que o passado se foda, ao invés do José Mário Branco, que era o futuro que queria ver fodido. Desculparão o vernáculo, mas é ele que muitas vezes põe o acento tónico naquilo que se quer dizer e só assim alguns entendem.
Poderia alongar-me copiosamente sobre a matéria, mas não o farei, porque já expressei o que tinha a expressar, sobre a importância do passado.
Não obstante, do transcorrido ficam-nos no disco rígido, acontecimentos que nenhum software consegue “deletar”. Ora, pois bem! Hoje foi dia de regresso à casa em ruínas e de desenterrar dos arquivos LADY MARY, um bela e jovem moça a quem uns maduros de uns fotógrafos amadores tiraram uns retratos, assim como ela veio ao mundo.
É curioso como o tempo, depois de assente o pó que os acontecimentos produzem, nos traz a serenidade ou facúndia para melhor admirarmos o resultado desses feitos. Remexendo nos arquivos dei por mim a olhar, agora a preto e branco (enfim, problemas de visão que a velhice acarreta), para as fotografias que em 2006 eu o JV, a R e mais uns 2 ou 3, fizemos ali para os lados de, sei lá, Torres Vedras (?). Podia ir verificar isso, mas neste momento não me apetece. Além do mais o local só tem interesse do ponto de vista estético, porque não é mais do que uma ruína…
Pena é que ainda não tenhamos repetido a dose, mas a culpa neste caso não morre solteira e é do JV! Meu caro as coisas são como são, desculpa a frontalidade.
Mas, meu caro, as fotos que hoje ficaram na Galeria, ao teu empenho se devem. Por isso não te apoquentes, és porreiro na mesma….
Depois deste aparte entre amigos, o que vos quero dizer é que as fotos de LADY MARY, decorridos estes anos me pareceram muito belas (não me gabe eu e quem o fará), por isso quero partilhá-las convosco, agora que já está on-line a nossa loja, onde podem adquirir todas as fotos que vos apetecer, com desconto se necessário for (espero que não seja preciso).
Por falar disso, a Galeria tem já disponível uma secção de RESTAUROS.
Se julgavam perdidas as fotos dos vossos avós, pais, amantes, vizinhos e afins desiludam-se. Eu de novo lhes dou vida, assim vocês me entreguem o graveto. É uma espécie de milagre!
Bom, juízo que eu não tenho vida para vos andar sempre a dar atenção!

Comments 3 Comentários »

“Graffiti”: arte ou vandalismo?

Graffiti Panorama

CLICAR PARA VER FOTOS

Infelizmente, digo eu, para a estética das povoações e para o próprio ambiente, as paredes de muitos edifícios estão repletas de “Lettering” de péssima qualidade. Não falo de “Graffiti”, porque muito deste é produto da excelente capacidade artística de muitos. Mas também para outros tantos eu sei que não há distinção, e um e outro são apenas actos de vandalismo indesejáveis que conspurcam paredes públicas e propriedade privada, não respeitando o que quer que seja.
Não tenho essa opinião e entendo o “Graffiti” como uma forma de arte, que existe, aliás, segundo alguns, desde os tempos da antiga Grécia ou a da Roma antiga [“Graffito". Oxford English Dictionary 2. (2006).(Oxford University Press)]. Eu atrevo-me a dizer que as gravuras do Côa, como forma de arte pública, foram dos primeiros graffitis a ser produzidos, como forma de transmissão de mensagens, culturais, politicas ou de outro carácter. Tudo isto não retira a certos actos de “grafitismo” o epíteto de puro vandalismo, mas como em tudo, ao verso corresponde o reverso. O uso que fazemos das coisas pode ser bom ou mau, bem ao mal entendido! O Graffiti é uma arte de rua, que caminha a passos largos para as galerias de arte. Basta tão só que um qualquer manda-chuva das artes o classifique como tal, para que os acólitos acenem prontamente que sim, que é arte e que se faz já uma lei que proteja os graffitis de outros graffitis…
Por mim, em regra tendo a considerá-los como arte, tudo depende dos locais, da sua valia gráfica ou pictórica e da eventual mensagem ínsita nos mesmos.
Os que aqui deixo, encontrei-os em Faro, no nosso solarengo Algarve, ou como diz o outro “Allgarve”. Passei por lá a caminho do supermercado e voltei mais tarde para os guardar e para agora vos mostrar, já decorrido mais de um ano.

Comments 2 Comentários »

nuvem-64-2

CLICAR PARA VER FOTOS

A hora em que o céu e a terra se confundem!

Já todos sabemos que o pôr-do-sol é, em certos locais muito belo. Está-lhe associado um certo romantismo. No entanto, as fotos que hoje vos dou a conhecer não têm nada que ver com isso, ou melhor, quando as captei, não tinha em mente essa ideia, mas tão só a da composição plástica das cores e dos tons de que o céu a uma certa hora da tarde se veste. Aqueles que conhecem a minha fotografia, ou aquela que me dá mais gozo fazer, sabem que os motivos são de certa forma pouco importantes e que, fundamentalmente pretendo um quadro abstracto pintado à máquina, ao invés do realismo que as cenas revestem.
O ano passado o Instituto Português de Meteorologia lançou um concurso subordinado ao tema “Nuvens e outros fenómenos meteorológicos”, ou qualquer coisa do género. Não concorri. Em regra não o faço. Não concorro. Não porque tenha receio da concorrência, mas tão só porque desconfio dos concursos! Manias! Acabei, contudo, por fazer umas fotos pensando no mesmo.
Decorrido um ano tive tempo de me sentar e olhar para essas fotografias e gostei do que vi: uma mescla de tonalidades amarelas, azuis e pretas. O preto da terra, que por vezes se confunde, com o céu. O sol que definha anunciando o fim do dia e o azul que perdura noite dentro. Manchas de cor. É tudo. Mas de que outra forma posso eu ver essas manchas senão através da mina companheira semi-profissional da Nikon? Da Mesma forma que o pintor abstraccionista vê o resultado da sua imaginação corporizar-se na tela, através dou benquisto pincel.
Eu quero sempre ver o que não é visível. O visível está gasto e aborrece-me. Prefiro o sentimento egoísta de que só eu vejo o imperceptível. Contudo, acabo quase sempre por partilhar convosco o resultado dessas visões, dessa magia de que só a máquina fotográfica é capaz.
É assim, hoje pelo menos!

Comments 5 Comentários »

MONSANTO

Setembro foi tempo de regresso. Regresso às rotinas. Regresso aos banhos de multidão das catedrais do consumo, que se disseminam como uma moléstia indeclinável dos tempos modernos, cujo filme nem Chaplin imaginou. De volta à cara de velhos conhecidos e amigos de longa data e outros de recente aquisição. Uns e outros também retornados aos seus locais de trabalho e de diversão, imitadores de mouros, tisnados pelo sol do Algarve ou da mais distante Maiorca, Menorca ou outra orca qualquer tão desinteressante como todos as orcas que o mundo inteiro possa comportar. Locais de multidões ávidas de sol, como se o mesmo acabasse amanhã. Para esses há informações, já requentadas: amigos o sol só acaba daqui a 5 mil milhões de anos, transformando-se numa anã branca, num processo autofágico que porá termo à vida na terra. Nessa altura, já este blog/site/o que quer que seja, constará dos anais da blogosfera ou mesmo da esfera…

IDANHA

IDANHA-A-VELHA

Regressei do interior profundo, ostracizado, bem entendido, onde as pedras contam histórias e a história foi gravada em pedra, por vezes também de multidões, enfurecidas, revolucionárias ou tão-só aglomerados de gente assistindo a jogos que ditavam o destino de uns quantos.
Bom, o facto é que de um pequeno périplo pelo interior resultaram alguns postais ilustrados, deste ano e do ano passado. Alguns já viram a luz do dia por aqui, outros vêem-na agora.
É o caso de IDANHA-A-VELHA, local que nunca tinha visitado e que possui um património histórico e cultural de se lhe tirar o chapéu. MONSANTO que revisitei e de que recolhi novas imagens, bem assim como de MARIALVA, a eterna terra dos Aravos, tribo lusitana, que se opôs com denodo à invasão romana, sem sucesso, bem entendido. Imagens que ficam na retina de quem visita os locais, como a PENEDA DO GERÊS, ainda que por lá o sol penso que já se tenha consumido, uma vez que a palavra de ordem é: nuvens! Mais para sul: SETÚBAL, terra de bom peixe e de muitas histórias. PALMELA, por que não? O vinho até nem é mau!
Os postais aí ficam para quem os quiser apreciar e aguçar o apetite para uma visita aos lugares que fizeram Portugal, se bem se mal, isso agora não interessa.
Eis-me de novo aqui ao vosso dispor!
Um brinde à vossa inteligência!

(clicar nos nomes para aceder às fotos)

Comments 6 Comentários »

A Mão de Deus - Rodin

Não, não creio que me possam provar a existência de um ser superior!
Porque nada há superior ao Homem, criador da sua existência e dos seus Deuses, reduzidos a um pela persuasão dum agitador, filho de um miserável carpinteiro e duma inexperiente sexual.
E não, não me importa ou preocupa o que pensam disso todos os outros, canibais do corpo inumado desse chamado filho do criador, em bafientos rituais domingueiros de pedinchice, a coberto de uma pouco convicta crença numa superioridade celestial, que apenas o Homem pôde construir.
O mesmo Homem que, pelas suas próprias mãos, constrói e destrói tudo o que o rodeia e o acaso lhe deu. O mesmo que criou o seu Deus, a sua salvação, o seu seguro vitalício de felicidade eterna supra terrena e que se obrigou a pagar um prémio em virtudes e bondades terrenas.
Não é o Homem dono de si mesmo? Acaso será que, por momentos, pensareis que algo mais lhe pode valer senão ele próprio? Por mera hipótese académica de estudo teológico, cuidareis que a vida e a morte estão nas mãos de outrem, que não do próprio Homem? Não sabeis que quando rezais olhando o infinito do céu, orais a vós próprios?
Vede agora o ridículo da situação! Pedir a vós próprios, criadores desse Deus, que este vos proteja ou vos agracie com mil e uma bênçãos, quando vós próprios o podíeis fazer sem solicitar intervenção extra terrena, sem vos constituirdes devedores perante um ente que desconheceis!
Porque vos cobris de ridículo? Porque persistis em esperar que do azul celeste venha algo mais do que sol, chuva ou outro fenómeno natural que dizime milhares?
Extraterrestres? Óvnis em forma de charuto ou em forma de ovo estrelado, fumegando do centro, em direcção a um buraco negro?
Acordai ò imbecis, porque o buraco negro está aqui à vossa mão, sugando-vos o discernimento, a vida, transmutando tudo o que dele se aproxima numa amálgama de carne retorcida e disforme.
Sim, o buraco que vós concebestes!

Comments 10 Comentários »

John 5

Requiem - JOHN 5

Caros visitantes e amigos:
Chegados a esta altura do ano, diz-se do país que quase pára, tal a quantidade de seres que se ausenta dos seus refúgios para procurar sol, monumentos, pessoas, civilizações, tentando libertar-se do stress diário que os faz mover, quais autómatos, entre os ditos refúgios e os seus locais de trabalho.
Está na altura de também eu me ausentar.
São poucos os artigos que por aqui têm dado à costa, fruto de uma dia-a-dia demasiado ocupado com coisas mundanas, pouco interessantes e, por vezes, de um aborrecimento atroz.
Espero, depois das férias, poder ter mais tempo para estar convosco e trazer-vos algumas novidades, além das fotográficas, naturalmente.
Confio poder, em férias, editar algumas fotos que andam por aqui ao Deus dará e que têm alguma piada, para as disponibilizar no site.
Como sugestão de leitura deixo-vos “sem ponto final” de Julieta Ferreira.
Para ouvir, talvez não seja má ideia, para os que gostam do género, dar uma audição atenta a um dos melhores guitarristas da actualidade: JOHN 5 e ouvir o seu último “Requiem”. Será dos meus preferidos durante este período, tal como “Gods of the Earth”, dos THE SWORD.
Obviamente que se puder e se justificar, virei aqui dar-vos novas. Se isso não acontecer, até Setembro…
I’ll be back!

Comments 4 Comentários »

Fotografia ♦ Photography ♦ 70-200.net ♦ Since 2005
Fotografia e Textos de © Arlindo Pinto, excepto onde indicado.
Best viewed with a resolution of 1024x768 (or higher).