Arquivo para a categoria “Protesto”

Canções de protesto, normalmente contra os governos…

Pieces of a Man

Para lá de um eventual atraso de 5 a 10 minutos, considero-me perfeitamente normal. Contudo, o conceito de “normalidade” pode, quiçá, ser alvo de uma discuçãozita. O dicionário define “normal” como tudo que é “conforme à norma ou regra; exemplar; regular; ordinário”. Parece normal considerar que os comportamentos humanos se regem por padrões, que facilmente podemos etiquetar: normais, desviantes, paranóicos, inseguros… É normal, dirão os apologistas da normalização ou da normalidade (?), que quem simpatize com determinado género musical, não admita ouvir ou saborear outros estilos: o amante do Fado, jamais se comprazerá a escutar Grunge; o apaixonado do Heavy Metal não se deleitará ao ouvir Jacques Brel; o amante do Folk, nunca irá à bola com o Hard Rock; o que se emociona ao ouvir Country, não escutará Reggae, e por aí adiante, até se esgotarem as etiquetas. Se o conceito de normalidade é este, eu sou total, inequívoca e irremediavelmente, anormal, com letras maiúsculas e tudo. Muitos de vocês estão já a pensar, com os olhos brilhantes e um sorriso de aurícula a aurícula, “só agora é que percebeste, ó anormal?”. Para ser franco, Ler o resto desta entrada »

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Phil Ochs - Is there anybody here A primeira vez que ouvi Phil Ochs foi em casa do “J”, há muitos anos atrás.
O incêndio em casa, provocado por uma negligente instalação eléctrica “do it yourself” que, para encurtar distâncias, recomendava, ao que parece, o trânsito de fios eléctricos por baixo das alcatifas coçadas e o seu “polegar assassino”, como o “F” alcunhara o dedo mais curto e grosso da mão direita do “J”, por virtude dos estragos que o seu assentar de agulha causava no vinil, haviam deixado o sobrevivente “Chords of Fame” de Ochs de tal forma que, entre o carvão, o pó e ruído de fritadeira, apenas as 2 ou 3 últimas canções de cada um dos lados deste disco duplo eram audíveis. Foi o suficiente para que este albúm póstumo, deste americano crítico acérrimo do sistema, porque verdadeiro patriota, da América dos anos 60, caísse que nem uma bomba (já agora atómica, porque estamos a falar da América) nos meus ouvidos.
Adquiri, desde esses tempos, o hábito ou o vício de ouvir Phil Ochs. Em dias de depressão, em dias de repressão, em dias de raiva e, irónicamente, também em dias de celebrar a vida! Ler o resto desta entrada »

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