Arquivo para a categoria “Rock & Folk”
Rock’n'Roll music to the world
Sempre me interroguei por que razão todos os aniversariantes desejam, ao invés de o serem, não o ser. No meu humilde ponto de vista, aquele desejo é um desejo de morte! Pois só os mortos não fazem anos, salvo os que se contam já com os sete palmos de terra da ordem em cima: “faz chis anos que morreu…” Eu, se me permitem, prefiro fazer épsilon anos que nasci! E porque não havia de festejar os meus aniversários? Nunca obtive resposta para esta pergunta, se bem que os que o não desejam sempre digam: “por que fico um ano mais velho.” E? Pergunto eu. Vá lá, dêem espaço a outros, morram mesmo, caramba! Sempre a lamentar-se que estão mais velhos. Se não querem ficar mais velhos têm a solução na ponta da corda ou da faca de matar porcos ou ainda de uma arma de candonga! Pois não é fazer anos um motivo de sobra para festejar a vida?
Já sei, a vida é uma puta! Ok! Grande coisa! Putas sempre houve e não consta que o mundo tivesse acabado por isso. Não querendo errar, creio até que contribuíram significativamente para o crescimento populacional e, portanto, para a vida. Ler o resto desta entrada »
7 Comentários »
Jimi nasceu num estábulo perto de El Paso, no rancho de um abastado proprietário, possuidor de centenas de cabeças de gado. Os pais trabalhavam para este proprietário havia já vários anos. O pai cavalgava o seu Appaloosa de sol a sol, cuidando que o gado não se extraviasse, ou fosse vitima dos despudorados foras-da-lei, que rondavam as cabeças de gado como abutres circulando alto em torno de mais uma vitima do violento oeste, aguardando a oportunidade para iniciarem o repasto do dia. A mãe de Jimi era criada, curando da limpeza da casa dos patrões que lhe pagavam o salário em géneros: alimentação e dormida.
Jimi corria pelos corredores da casa e era alvo da atenção de todos, incluindo dos patrões dos pais que acreditavam poder, um dia, Jimi ser um grande vaqueiro a quem confiariam a gestão do rancho e das centenas de cabeças de gado que possuíam, uma vez que “O Senhor não os havia abençoado com a dádiva da criação”, no dizer de Ema, a patroa.
Contudo, Jimi cedo mostrou mais disposição para acompanhar o pai nas saídas diárias para a pradaria. Apreciava a brisa quente das tardes de canícula, os riachos onde o gado saciava a sede, os prados que renasciam a cada primavera e os dois Colt de calibre 45 que o pai usava à cintura. Ler o resto desta entrada »
Tags: Eagles, Outlaw Man, rock
2 Comentários »
Há canções que nos dizem tudo. Tudo daquilo que fomos, daquilo que somos, daquilo que desejamos, do bem e do mal, enfim, ouvimo-las e lá estamos nós, em sentido próprio ou figurado.
Johnny podia ser qualquer um de nós, ali erecto em plena rua, olhando o céu cinzento de Inverno, retina fixa nas nuvens que anuncíam borrasca ou tempestade mais séria, daquela que os jornais televisivos anunciam com mortos e inundações fenomenais de norte ao sul do país. O país imerso em águas turvas como sempre esteve e ficará “ad eternum”, sem rumo, sem leme, sem timoneiro. Com compadrio e corrupção.
Mas se Johnny podia ser um de nós, então todos podemos, algures, ter os nossos 15 minutos de fama, como professava o Andy Warhol, rapaz dado a comportamentos estranhos, mas de alguma forma um profeta dos nossos dias. Ascensão e queda. Sobretudo queda. Queda do pedestal dos nossos sonhos que nunca se concretizam, pelo que o infrutífero sonhar é apenas um exercício para entreter tolos, que acreditam que um dia, antes da sua morte, prematura ou não, podem alcançar algo que os satisfaça em pleno. Absurdezas do Homem. Se tudo é breve de que vale o investimento? Investir em quê? Nas nossas vidinhas de trazer por casa? Ler o resto desta entrada »
3 Comentários »


A Juliette, como sabem, é actriz e conta já na sua carreira com inúmeros titulos, vejam aqui. Agora deu-lhe para o rock’n'roll e deu-lhe forte. Vai-te a eles miuda…
*********
Por outro lado, a estas aqui já lhes deu há muito tempo, mas não menos forte. São giras como tudo e mesmo se um tipo não for à bola com o rock’n'roll, vai à bola com elas… Eu ia a todo o lado, até ao inferno… até porque lá é quentinho, segundo se diz.


Sem Comentários »
Depois de Vilar de Mouros, ala para Paredes de Coura. Estou satisfeito por este ano poder estar em dois dos mais míticos festivais de verão, numa espécie de “rock’n’roll lifestyle”. Isto apesar do bilhete para Paredes ser o dobro do de Vilar: 70 euros, sem tirar nem pôr. No entanto, se for semelhante em sucesso ao de Vilar há-de valer o dinheiro, a viagem e os dias inteiros de cachorros, hambúrgueres e cerveja. Passar fome seria bem pior, bem entendido, mas ainda assim o enjoo será certo. Contudo, o “rock’n’roll” vale bem a pena. Presentes irão estar, nomeadamente, os Eagles of Death Metal, um projecto de Joshua Homme paralelo aos Queens of the Stone Age, menos criativo é certo, mas nem por isso menos interessante, apesar de muita má-língua dizer o contrário. Eu gosto e isso é suficiente para aqui fazer um arremedo de apologia destas águias, que sentenciam todos a uma morte “by sexy”. São, aliás, uma das razões que me leva a percorrer quase 1000 km apenas com paragem para abastecer o estômago de quando em vez. A música ou o ruído organizado como o “F” gosta de lhe chamar é um repositório de memórias, experiências, estados de alma etc e tal. Os Eagles of Death Metal não me parece que levem muito a sério aquilo que fazem. Nem têm! Basta que lhes dê prazer e outros tantos tarados como eu que desde muito pequenos acreditam no “rock’n’roll” como se de uma fé se tratasse e rezassemos aos seus deuses sempre que procuramos a cura para algum achaque ou celebramos a vida quando ela nos traz uma ou outra alegria. Ler o resto desta entrada »
Sem Comentários »
|
|