Jan 082010

Talvez paixão, porque não?
Avassaladora, que me arrasta impunemente,
Sem vergonha, sem pudor.
És tu, meu amor?

Ah, amada querida,
Como desejo satisfazer no teu corpo,
O que me vai no coração,
Com beijos loucos de paixão.

Um fogo imenso que me devora a lucidez,
Uma fome voraz, que insiste num repasto de carne crua,
Um afogar de volúpia como se fora a primeira vez,
Com corpos numa enérgica luta nua.

Paixão vertida numa cama de linho,
Num quarto solarengo da cidade,
Entre corações em desalinho
E onde não importa a idade.

Entusiasmo de adolescentes com vivências de outrora,
Espasmos de entrega e sussurros com ardor,
Carne viva sem pressa de ir embora,
Numa amálgama de prazer e furor.

Entrega total sem pressa do calor que jorra,
Sem noção do tempo que passa,
Num extase de afecto e de carne que torra,
Calor criado na verdade, sem farsa.

Carne que se mistura com rubor.
És tu, meu amor?

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3 Respostas to “Carne viva!”

Comentários (3)
  1. Maria Silva diz:

    Como é bom saber que se é amado desta forma, pessoa afortunada ao ser contemplada com esta poema de amor.
    Fiquei deveras emocionada com a forma como expressaste todo o amor e felicidade.
    Beijo

  2. as5777439@sapo.pt diz:

    o amor paira no ar.
    boa
    yes

  3. Julieta diz:

    Caro amigo,

    Desconhecia-lhe esta faceta! Hummm…. por aí anda paixão nova :) ) Espero que possa satisfazer a sua volúpia no corpo da sua amada, que a chama do desejo continue viva por muito tempo…
    Um beijo.

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