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Dwarves - “The Dwarves Must Die”

31 Março 2008

Dwarves - “The Dwarves Must Die”

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Dwarves- “The Dwarves Must Die” - 2004
Fotografia: Michael Levine
(cópia autografada em 24.03.2008, no Lotús Bar, Cascais)

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30 Março 2008

Os meus vizinhos são números!

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Num tempo em que as relações interpessoais estão em crise e a solidariedade é uma palavra vã, conhecemos os que estão fisicamente próximos, ou as relações de vizinhança não são mais do que conformismos soturnos, traduzidos nas saudações envergonhadas da saída e do regresso a casa?

Recordo com alguma nostalgia o tempo em que entrava e saía de casa dos meus pais sem ter que transpor164.jpgtar comigo uma chave de casa. Não que a casa a não tivesse, mas pelo simples facto de que ela estava sempre no que local onde pertence e que lhe dá uso: a fechadura. Ao sol durante o dia, do lado do aconchego do lar, à noite. Da mesma forma recordo os serões em que os meus vizinhos vinham conviver com a minha família, e vice-versa, fosse verão, fosse Inverno, porque motivo de conversa havia sempre. As maleitas da horta ou o madraço do tempo. Ou, quem sabe, a doença da D. Alice que lhe tolhe os movimentos. Ou, porque não, o produto da caça à perdiz daquele dia e as habilidades do cão, a quem não há coelho que escape!
Anos volvidos encontrei-me na cidade com as chaves de casa sempre no bolso. Habitando o mesmo espaço q168.jpgue outros tantos milhões de seres que se cruzam, que não se conhecem, que não querem conhecer-se, que se refugiam no seu habitáculo, preservados como se fugissem da peste bubónica de que parece todos padecem.São assim os meus vizinhos e, ainda que conheça o invólucro que os transporta, dia após dia, não sei quem são. O que fazem. Se são bons ou se são maus entes. Sei apenas que são, porque me cruzo com eles.43-a.jpg
Conheço bem, contudo, o número dos prédios onde residem. Bem, porque só tenho que saber que eles existem, sem vida, apenas identificativos de um local onde habitam seres vivos, tal como uma lápide que indica o local de um defunto. São números inanimados contendo outros números de criaturas vivas. E porque, inanimados, não têm vivências que interesse conhecer, ou possam fazer-me companhia, ao serão, falando da vida e das suas vicissitudes. Do que ambos almejamos na vida. Das nossas aventuras de bar ou de outras traquinices de juventude. Esses números eu conheço. São e é tudo.
Os meus vizinhos são números!

colocado em Diário Ocasional, Word of Mouth | 9 Comentários

14 Março 2008

Saturno III

Desgraçadamente obnóxio… horrível… e admitia-o.
Fanático seguidor de um culto de triangulações desmedidas,
enormíssimo, nefasto e execrável.
Substantivo hipócrita e cínico, a tudo acenava firme.
Lã entrançada num toalhete húmido das perdas da urina celestial.
Se sim!
Uma nota rouca fervilha no “bas fond” da mente sedada.
Nada fazia sentido e isso era óptimo.
Largara o miudinho do quotidiano lamentável,
do daqui para ali e vou ali já venho.
(Nunca mais regresso, só decesso).
Se aquela realidade contemporânea quisesse ser outra,
havia 232 mancos que corrigiriam
a posição do seu escroto empedernido e
fugiriam a 232 quilómetros à hora.
Um por um.
Silvavam e salivavam… frescos!
Pinturas, quadros de Miguel, o angel(o) do pó.
Já, de instante alucinado,
um pesado soco reverberou-lhe no arcaboiço militante.
Direita à vista.
No peito.
Era música, ruído organizado.
Era música. Saturno III.

colocado em Textos Insanos, Word of Mouth | 0 Comentários

11 Março 2008

Vendaval em Corroios!

No passado Sábado teve lugar a última eliminatória do concurso integrado no XIII Festival de Música Moderna de Corroios. Foram concorrentes MAD DOGS e THE PROFILERS, aqueles do Porto, estes de Sintra. Convidados, os justos vencedores do ano de 2007, THE CYNICALS.
Este ano nem uma palavra tinha ainda escrito sobre o festival. Coisa estranha, mas, a meu ver, justificada, como passo a explicar.
De facto, tendo em conta as edições anteriores do mesmo certame, ao longo das várias sessões deste ano, fiquei com a sensação de que, salvo honrosas excepções, a “linha editorial” do festival tinha mudado e cedido espaço à electrónica em detrimento do rock puro e duro, da linha guitarras, baixo e bateria. Já o disse aqui em artigos anteriores, que a substituição daqueles instrumentos, tradicionais do rock’n’roll, por equipamentos electrónicos me causa algum rebuço. Mas admito-o e, em certos casos, gosto até! No entanto, não foi, em regra, o caso em Corroios 2008.
Por outro lado, fiquei com a sensação, num ou noutro passo, de que a escolha de alguns concorrentes por parte da organização, tinha sido, senão um lapso, pelo menos, uma distraçãozinha. Daí a falta de motivação para escrever sobre a matéria, mantendo sempre a bastante para fotografar o festival de fio a pavio.
Explicado o agora sustado silêncio, foi unanimemente aceite, pelo menos por aqueles com quem contactei que, no Sábado passado, o festival esteve ao seu mais alto nível, tendo em palco três bandas que fizeram, sem sombra de dúvidas, o rock’n’roll soar bem alto. O que se passou em Corroios foi um vendaval de guitarras à mistura com a brilhante atitude de quem faz o que faz com alma, com garra.
Para as actuações menos felizes de sessões anteriores veio a persuasiva explicação da organização, de que o que soa bem nas “maquetas”, nem sempre resulta ou é bem reproduzido em palco, onde não há “rede”, onde o que se ouve é efectivamente o que se está a executar no momento, sem produção, sem pozinhos de perlimpimpim, sem cereja que embeleze um bolo que não se tem a mestria de elaborar no instante. Ler mais »

colocado em Photopass, Word of Mouth | 1 Comentário

1 Março 2008

Lady Jane

Lady JaneTal como já tinha dito, as fotos resultantes dos curtos 30 minutos de nu feminino que pude realizar há uns dias atrás, estavam na incubadora. Vêem hoje a luz do dia, ou antes, a do monitor. Têm vindo a ser tratadas com carinho, como deve o corpo feminino, o que não significa necessariamente, que o resultado final seja algo a que vocês, comuns mortais, dispensem um segundo que seja. Para mim, enquanto fotógrafo, é uma aprendizagem contínua, numa área que não domino e considero até algo difícil, pelas razões que brevemente expus num artigo anterior.
O corpo nu carece de um olhar educado, no sentido do conhecimento extremo das suas possibilidades plásticas. Seja como for, o facto de não dominar a matéria também não me inibe de fotografar e aprender a olhar, num contínuo processo de enriquecimento pessoal e profissional.
Não são mais do que 4 fotos, na verdade, embora editadas com diferentes resultados, mas sempre aqueles que me agradam e, por vezes, mais do que um.
Espero que apreciem.
Para os que ainda não sabem, é só clicar na foto acima para aceder à galeria.

colocado em Photopass, Word of Mouth | 3 Comentários

  • Arlindo Pinto

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