Arquivo para 14 de Janeiro de 2008

juppanese.jpgO dia de hoje ficará para sempre classificado na minha história pessoal, como “dia horribilis”: choveu, fez frio, a roupa dependurada não secou… enfim, tudo tragédias praticamente gregas, que só adensaram ainda mais o já de si perfeitamente obtuso e despojado dia da semana que é o Domingo.
O fim-de-semana acaba por salvar-se pelos encontros com amigos de longa data, proporcionados pelos implacáveis aniversários de alguns deles, tudo regado a preceito, por entre volumosas baforadas de charutos cubanos.
No entanto, este intróito a propósito de mais um melancólico Domingo, em nada está relacionado com a razão fundamental que hoje aqui me traz à vossa sempre digna e respeitosa presença.
A razão é bem outra. Dá-me para dissertar. Algo que não faço muito amiúde. Vem a dissertação a propósito do amor, do que fica quando ele acaba e do bem (ou mal) que nos fez ele. Escrever-se abertamente sobre relações é já de si admirável novidade, aqui por estes lados. Fazê-lo usando a minha própria experiência é, no mínimo, estranho ou, melhor, totalmente anormal e um provável desastre…
Há uns meses atrás, concordava com alguém do sexo oposto que afirmava, em traços largos, que as relações entre as pessoas, em particular entre homens e mulheres, só valem efectivamente a pena se os enriquecerem mutuamente, no plano intelectual, espiritual e, por que não, físico. Sim, sexo! E, digo eu, só devem durar enquanto assim fôr. Caso contrário, estaremos pateticamente a alimentar um morto-vivo, algo que, na gíria, “não é carne, nem é peixe”. Ler o resto desta entrada »

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