Jorravam-lhe da ponta: contos, sátiras, objectos de adoração terrestre.
Odes a uma civilização na vertiginosa recta do declínio.
Era o que se avistava por entre o relógio do tempo, entre a manhã e a tarde.
Lutava ausente de membros, espada ou escudo,
Sem defesa da hostilidade dos dias intermináveis.
Os dias do fim de forca na ideia.
“Se um homem pode mudar deve ser poupado”.
“Pode ter algo a dizer”.
Os cães de fila, danados, electrificavam
Corpos pela cor, religião e credo politico.
Espumavam ideologia que inundava as rusgas,
Listas negras e corredores de morte.
Sepulturas.
O preço da glória, das esperanças e dos sonhos
De uma noite certa, desenhada há cem anos atrás,
Lutando novamente pelo sul.
A postos.
Todos. Estarei lá também.
Brotava lágrimas de calibre 45,
Como se as entranhas igualassem uma fonte romana
Perdida numa nesga de terreno, à beira alta.
Num altar de sacrifício finito orava confuso,
Erguendo a taça receptada do furto ao Santo Graal.
Chorava os mortos da intolerância.
Cantava ao suicídio,
Brindava àqueles que tinham partido sem razão aparente.
Obrigado!

