Arquivo para 6 de Março de 2007

Fu ManchuNo próximo dia 26 de Abril, o dia seguinte ao do aniversário da libertação da opressão salazarista e se me mantiver vivo até lá, como tenciono, estarei no Paradise Garage com o “JM” para ver os Fu Manchu. Já que, imperdoavelmente, falhei o concerto dos Orange Goblin, é imperioso que assista de perto, primeira linha já se vê, mesmo no centro do mosh, à performance dos sucessores do maléfico génio chinês.
Hoje foi dia de dois em um: aquisição deste bilhete e do último registo dos moços da Califórnia, “We Must Obey”. Obedecer ao Rock’n’Roll é preciso, nestes tempos conturbados em que nós próprios elegemos mentecaptos para governarem o nosso destino, porque demasiado atarefados em assistir à cerimónia dos óscares, à novela não-sei-quantas e até às baboseiras do Alberto João.
Pois eu digo: “rock’n’roll free your soul!”
Ok, já sei, estou, dirão alguns eruditos, a falar de música sem qualidade, o que quer que isto seja, de uma arte menor. E vêm logo em minha defesa uns quantos seres proprietários de profundos complexos de inferioridade, dizendo que não, que o rock também é e que sim que até há o Frank Zappa e o Mike Oldfield e outros que tais. Que não é só Status Quo, que os eruditos rotularão de música quadrada, que aqueles também têm muita qualidade. Lá diz a outra que “qualidade é um conceito subjectivo que está relacionado directamente às percepções de cada indivíduo. Diversos factores como cultura, modelos mentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativas influenciam directamente nesta definição.” Ler o resto desta entrada »

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Beratan - BaliPara os que a ela não tiveram acesso, aqui fica o texto sobre a minha viagem a Bali, publicado na Revista Pessoal de Dezembro de 2006.

“Quando o convite chega, começo por desconfiar das intenções do remetente. Depois abro o envelope e confirmo que o pior aconteceu. Sucedem-se uma série de gestos e movimentos que exteriorizam o meu desespero: pouso o cartão na mesa de centro, deixando o corpo cansado cair pesado no ‘maple’ preferido, enquanto cruzo as mãos na nuca e fico atónito fitando um ponto imaginário na sala silenciosa. São admissíveis outros comportamentos de maior apoquentação, nomeadamente pontapear as cadeiras da mesa de jantar, enquanto se grita bem alto expressões contendo palavras tidas, socialmente, por indecorosas, mas realmente libertadoras. Como, segundo se diz, depois da tempestade vem a bonança, já mais calmo após uma refeição frugal, acorro ao computador pessoal e vou até à banca electrónica consultar a saúde financeira, quedando-me a fitar o ecrã para confirmar o que já sabia: «isto não vinha mesmo nada a calhar, sobretudo nos tempos que correm». Ler o resto desta entrada »

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