17
Janeiro
2007
Haverá tempos conturbados no futuro. Tempos em que só restarão resquícios daquilo que outrora foi um planeta habitado, verde e azul. Um tempo em que todos os homens perceberão que, efectivamente, o dinheiro não se come, nem mata a sede. Em que os homens quererão voltar atrás, regressar ao passado. Contudo, o tempo será de regressar ao futuro, um futuro frio e desumanizado. Um futuro em que apenas as bestas têm lugar. Um lugar de morte, primitivo, irónico “regresso ao passado” longínquo de uma humanidade que dava os primeiros passos, só que desta feita sem a mãe terra para a acolher. Restarão cinzas e os demónios de cada um atormentar-nos-ão diariamente, forçando o pensamento a indagar a memória dos erros cometidos e da displicência com que tratámos a nossa casa, a casa de toda a vida terrena.
A ceifeira da morte cortará rente os vestígios de vida que existirem e não restará uma alma que seja para inumar os restos mortais do mais terrível predador: o Homem.
colocado em Diário Ocasional, Word of Mouth |
16
Janeiro
2007
Jimi nasceu num estábulo perto de El Paso, no rancho de um abastado proprietário, possuidor de centenas de cabeças de gado. Os pais trabalhavam para este proprietário havia já vários anos. O pai cavalgava o seu Appaloosa de sol a sol, cuidando que o gado não se extraviasse, ou fosse vitima dos despudorados foras-da-lei, que rondavam as cabeças de gado como abutres circulando alto em torno de mais uma vitima do violento oeste, aguardando a oportunidade para iniciarem o repasto do dia. A mãe de Jimi era criada, curando da limpeza da casa dos patrões que lhe pagavam o salário em géneros: alimentação e dormida.
Jimi corria pelos corredores da casa e era alvo da atenção de todos, incluindo dos patrões dos pais que acreditavam poder, um dia, Jimi ser um grande vaqueiro a quem confiariam a gestão do rancho e das centenas de cabeças de gado que possuíam, uma vez que “O Senhor não os havia abençoado com a dádiva da criação”, no dizer de Ema, a patroa.
Contudo, Jimi cedo mostrou mais disposição para acompanhar o pai nas saídas diárias para a pradaria. Apreciava a brisa quente das tardes de canícula, os riachos onde o gado saciava a sede, os prados que renasciam a cada primavera e os dois Colt de calibre 45 que o pai usava à cintura. Ler mais »
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14
Janeiro
2007
“Seja porreiro com os seus filhos. São eles que vão escolher o seu asilo.”
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8
Janeiro
2007
“Regresso a Lisboa” é um relato, na primeira pessoa, das experiências de vida de uma mulher desinibida, que o amor (seja lá o que isso for) levou a fixar-se na estranja e em que uma visita há muito almejada a Lisboa, apazigua a saudade de uma terra ela própria esquecida pelas portugueses, possuídos de um provincianismo secular que vêm em tudo o que é oriundo de outros países o máximo da criação humana, menosprezando tudo o que é nacional, passando a si próprios um atestado de menoridade que se orgulham de ostentar.
A visita é motivo para reencontros com amores e amizades de outrora, um deles aproveitado para apagar o fogo que ainda bruxuleava num dos capítulos de uma vida passada e cujas cinzas trazem finalmente paz interior à autora.
A narrativa resulta da necessidade duma catarse que traga à autora essa paz interior e que a ajude a exorcizar alguns fantasmas do passado, libertando-se dessa forma para novas aventuras, num presente que é vivido de forma intensa, sem falsos pudores.
Apesar do subtítulo “confissões proibidas”, o facto é que não encontrei nada que se assemelhasse a tanto, Julgo, contudo, que, de facto, algumas das confissões serão proibidas aos olhos dos mais conservadores.
Uma história real de saudade, amor e redenção, numa escrita simples e escorreita.
colocado em Livros, Word of Mouth |
8
Janeiro
2007
Por acaso já viram o calendário Pirelli 2007? Foi assim em 2006, é assim em 2007.
Todos os calendários deveriam ser como este: um gosto ver os dias passar!
Clique na imagem, vá até ao site oficial e tome nota!
colocado em Diário Ocasional, Word of Mouth |