Shooting Star
Colocado por: Arlindo Pinto em Chords of Fame, Diário Ocasional, Rock & Folk, Word of Mouth
Há canções que nos dizem tudo. Tudo daquilo que fomos, daquilo que somos, daquilo que desejamos, do bem e do mal, enfim, ouvimo-las e lá estamos nós, em sentido próprio ou figurado.
Johnny podia ser qualquer um de nós, ali erecto em plena rua, olhando o céu cinzento de Inverno, retina fixa nas nuvens que anuncíam borrasca ou tempestade mais séria, daquela que os jornais televisivos anunciam com mortos e inundações fenomenais de norte ao sul do país. O país imerso em águas turvas como sempre esteve e ficará “ad eternum”, sem rumo, sem leme, sem timoneiro. Com compadrio e corrupção.
Mas se Johnny podia ser um de nós, então todos podemos, algures, ter os nossos 15 minutos de fama, como professava o Andy Warhol, rapaz dado a comportamentos estranhos, mas de alguma forma um profeta dos nossos dias. Ascensão e queda. Sobretudo queda. Queda do pedestal dos nossos sonhos que nunca se concretizam, pelo que o infrutífero sonhar é apenas um exercício para entreter tolos, que acreditam que um dia, antes da sua morte, prematura ou não, podem alcançar algo que os satisfaça em pleno. Absurdezas do Homem. Se tudo é breve de que vale o investimento? Investir em quê? Nas nossas vidinhas de trazer por casa? Ler o resto desta entrada »

