31
Agosto
2006

Para os que duvidaram que este vosso amigo fosse ao festival de Paredes de Coura ver os Eagles of Death Metal e outros tantos, como Cramps e Bauhaus, aqui fica a prova de que, sim, ele esteve lá. Agora descubram-no!
colocado em Diário Ocasional, Word of Mouth |
13
Agosto
2006
Depois de Vilar de Mouros, ala para Paredes de Coura. Estou satisfeito por este ano poder estar em dois dos mais míticos festivais de verão, numa espécie de “rock’n’roll lifestyle”. Isto apesar do bilhete para Paredes ser o dobro do de Vilar: 70 euros, sem tirar nem pôr. No entanto, se for semelhante em sucesso ao de Vilar há-de valer o dinheiro, a viagem e os dias inteiros de cachorros, hambúrgueres e cerveja. Passar fome seria bem pior, bem entendido, mas ainda assim o enjoo será certo. Contudo, o “rock’n’roll” vale bem a pena. Presentes irão estar, nomeadamente, os Eagles of Death Metal, um projecto de Joshua Homme paralelo aos Queens of the Stone Age, menos criativo é certo, mas nem por isso menos interessante, apesar de muita má-língua dizer o contrário. Eu gosto e isso é suficiente para aqui fazer um arremedo de apologia destas águias, que sentenciam todos a uma morte “by sexy”. São, aliás, uma das razões que me leva a percorrer quase 1000 km apenas com paragem para abastecer o estômago de quando em vez. A música ou o ruído organizado como o “F” gosta de lhe chamar é um repositório de memórias, experiências, estados de alma etc e tal. Os Eagles of Death Metal não me parece que levem muito a sério aquilo que fazem. Nem têm! Basta que lhes dê prazer e outros tantos tarados como eu que desde muito pequenos acreditam no “rock’n’roll” como se de uma fé se tratasse e rezassemos aos seus deuses sempre que procuramos a cura para algum achaque ou celebramos a vida quando ela nos traz uma ou outra alegria. Ler mais »
colocado em Chords of Fame, Rock & Folk |
2
Agosto
2006
Há que tempos, hein!
É mesmo. Tempo demasiado. O tempo necessário para ir sarando algumas feridas. O restabelecimento é lento, mas consistente, espera-se. Entre cabeçadas na parede – em sentido figurado bem entendido, até porque as tipas não valem isso – e afundanços no sofá da sala, vou trilhando um novo caminho. É mentiroso quem afirma que só se nasce uma vez. Acredito, pois, no renascimento – sim, também no que marca o fim da idade média e o início da idade moderna. Quando vivemos uma mentira durante muitos anos, como foi o meu caso, acabamos por perceber, mais tarde ou mais cedo, que nos anulámos, que vegetámos, que aquilo teve tudo a ver com todos menos connosco. E depois o quê? Depois lembramo-nos da história do cavalo velho que caiu num poço seco e do qual, naturalmente, não conseguia sair pelas suas próprias patas. Nesta história o dono, decide que, como o animal era já velhote e que quer ele quer o poço pouco préstimo tinham, o melhor era enterrá-lo vivo, ignorando os seus lamentos. E com a ajuda dos vizinhos, toca de iniciar o macabro funeral. A cada pá de terra que lhe caía no lombo o cavalo sacudia-a e dava um passo sobre ela. Depois de muita terra sacudida, o cavalo conseguiu, Ler mais »
colocado em Chords of Fame, Rock & Folk |