Terça-feira é feira da ladra. Semanas antes tinha já decidido ir com o “JM” ladrar para o Paradise Garage. Por ali passava “The Mango Kid”, acompanhado de duas bandas de apoio: Voicst e Tokyo Dragons. O projecto era chegar cedo, ficar bem junto ao palco, primeira fila entenda-se, e abanar violentamente a cabeça ao som do já conhecido Danko Jones. Com os outros, ilustres desconhecidos, logo se veria. A noite havia de consistir no frenético destilar de suor e sacudir as ancas oscilando o corpo entregue à potência dos amplificadores. Chegados ao local onde a celebração do rock’n’roll deveria ter lugar, ocupámos os lugares de acordo com plano antecipadamente traçado: temerariamente na dianteira. No proscénio estavam alinhados instrumentos e as baterias faziam fila indiana, prontas a ser descartadas à medida que fossem usadas. Eram uma espécie de instrumento de usar de deitar fora. Tocado que estivesse, ele aí ia direito ao canto esquerdo do palco, por onde haveriam de se escoar os instrumentos e amplificadores usados e já sem préstimo para aquela noite. Música descartável. Who cares?
Há hora marcada aparecerem os Voicst. Os presentes, escassos, fitavam o palco com a curiosidade de quem nunca lhes tinha posto a vista em cima, nem sequer lhes tinha feito ouvidos de mercador. Ler o resto desta entrada »

