Arquivo para 13 de Fevereiro de 2006

Agostinho da SilvaAgostinho da Silva, pensador controverso e enigmático.
Centenário do nascimento do pedagogo portuense assinala-se hoje com programa para todo o ano Controvérsia em redor da obra mantém-se, mas é consensual a atitude visionária e anti-institucionalista.
O centenário do nascimento de Agostinho da Silva - celebrado hoje com um programa que se prolonga ao longo de todo o ano - revela que a sua figura continua controversa e enigmática, mesmo para os que o conheceram. Nem a designação “filósofo” é consensual.
“Conheci-o e apreciei-o, embora sempre muito intrigado com a sua figura misteriosa, mas foi talvez a pessoa mais extraordinária com que alguma vez me deparei - não era parecido com ninguém excepto com ele próprio”, declarou Eduardo Lourenço, que esteve com Agostinho da Silva em 1958 no Brasil, onde este se exilara. O encontro deu-se no Estado de Santa Catarina, “onde ele era uma espécie de secretário da Cultura”, acrescentou o filósofo e ensaísta, recordando as circunstâncias que conduziram o pedagogo ao exílio voluntário. “A determinada altura da vida intelectual portuguesa, os funcionários públicos tinham de assinar uma declaração em como não eram comunistas e Agostinho da Silva, embora não o fosse, recusou, por considerar um atentado à sua liberdade”. Ler o resto desta entrada »

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ConfúcioHá os que permanecem sempre de pé. Porque nunca tropeçam, porque nunca ninguém os fez tropeçar ou porque pura e simplesmente diminuíram o risco de cair não caminhando. Estáticos, só o tédio da imobilidade os fará cair. E que glória é esta de estar-se sempre de pé? Pois se não se caminha…
Por outro lado, os que caminham sujeitam-se às rasteiras e à perfídia do seu semelhante e às da própria vida, madrasta sempre que lhe apetece, e podem sempre tropeçar e estatelar-se ao comprido, num beco, numa mulher, que nem precisa de ser muito vistosa, ou num homem, que nem necessita de ser muito bem parecido.
Cogitava nesta matéria, qual Descartes deprimido, quando na Radar ouvi uma citação, que se me agarrou tal qual uma lapa em pânico: “A maior glória não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai.” Confúcio, aconchegava-me assim o ego.
Não sou amante da pop, mas o facto é que as “líricas” de uma das cançonetas dos Máximo Park, sendo fatalista, também ajuda a levantar a moral. A dada altura, “Apply Some Pressure” aborda a coisa nestes termos: “What happens when you lose every-thing, you just start again, you start all over again…”
Verdade dita, por aqui me fico!

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