Arquivo para Dezembro 2005

Bolt Thrower - EntrenchedNa medida (exacta) em que são 1.52 da manhã, podia muito bem estar calmamente dando uma “ouvidela” a um disco de Nick Drake, Elliot Murphy, Tim Buckley (todos mortos, excepto Murphy, que eu saiba, mas mesmo assim calmo) ou mesmo Antohny & The Johnsons. Mas não. O que hoje ouço é o som da metralha, de bombásticas explosões que desmembram seres e esfacelam crâneos: pernas para um lado, tronco para o outro, sangue a tingir o verde da selva (sim estamos na selva, na tundra africana), tudo em nome do destino pátrio.
Ouço os que para lá foram e regressaram empacotados, pernas e tomates misturados (do género cabidela) e enviados às carpideiras do solo materno. Um burado de 2 metros e os ossos nele assentes para todo o sempre. Amén!
A alternativa ao saco plástico: o sanatório dos (poli)traumatizados de guerra, Ler o resto desta entrada »

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Há problemas de lateralidade!
Numa escala demasiado elevada, para um país de tão reduzida dimensão populacional como o nosso.
A quem imputar a culpa de tão nefasta e severa questão nacional? Ao (des)governo total e absoluto (como se o absolutismo ainda fosse moda)? Também, mas não só!
Aos sucessivos (des)governos é claro, porque são os mestres da educação dos seus (des)governados). Aos (des)governados porque não se deixam governar. (Já dizia o outro que aqui havia um “povo que não se sabe governar nem se deixa governar”…).
Mas, novamente aos vários (des)governos porque, bem intencionados de início e enfunados de patriotismo e vontades apagadas num ápice, vão demonstrando uma ineptidão inata para conseguir erradicar o “nacional-porreirismo”, que, apesar de não ser cadeira obrigatória em nenhum nível de ensino, tem junto dos (des)governados uma taxa de sucesso acima da média europeia, arriscaria mesmo, mundial (quiçá planetária). Aliás, à semelhança da cadeira “somos todos bons rapazes”.

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O cão sentara-se havia pouco.
O deserto crescia, crescia sem parar
junto ao calcanhar da palmeira daquele oásis
plantado à beira da estrada descalça,
que conduzia a “Megalópolis”, a cidade desgraçada
de luzes frias e chuva tão intensa
que os pés se perdiam na lama da estrada circular,
que aquele rafeiro axadrezado percorria do nascer ao ocaso.
Sete ventos varreram a cidade maldita,
que era uma aldeia triste e sombria do interior
com musas e papalvos, saloios de venta roída pelo frio,
bem sepultados em sarcófagos de tédio irrespirável,
de tal modo as meias do assalto ao banco me sufocavam a voz,
que corria derretida da caminhada
em torno daquele velho deserto do cão,
que era amigo do homem, até que este,
fodido da vida, Ler o resto desta entrada »

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Só tenho coisas que me ralem! Como se poucas já eu tivesse (estas construções frásicas, matam-me), agora obrigo-me pessoalmente, portanto, sem interposta pessoa, ou sequer parceiro pensador (como no Direito também poderia dizer-se), a manter actualizado o meu sítio. Ainda o dia não ía a meio, já um utilizador mais atento e “mainstream” me ligava, retirando-me do desassossego do meu dia-a-dia e dizia mais ou menos isto: “hé pá, o site no “firefox” (ou “mozilla”, já não sei) tem problemas gráficos! Poing! Não foi própriamente uma bomba, foi mais uma granada. “Ok, à noite resolvo isso”, retorqui (enfim não disse apenas isto, mas é o que interessa e do resto não me recordo).
Mas antes da resolução do “grave problema” assim apresentado, fui à inauguração da exposição da amiga Ema Leite, que exibe as suas fotografias sobre flores (excelentes devo dizer), n’ “A Passarola“, ali para a Gago Coutinho, em Lisboa. Lá estavam os amigos e colegas para a parabenizar e apoiar. Mas faltaram outros! É pena! Por vezes deviamos esquecer que temos umbigo e lembrar-nos que os outros também têm.
Como habitualmente havia “comes e bebes”. E foi isso que fizemos!
Entretanto a questão “firefox” está resolvida, na medida do possível!
É a melhor medida.

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Go Graal Blues Band - The fault is her own Talvez existam os milagres! Pessoalmente, no caso concreto, poderia até dizer que não acredito neles, mas que eles acontecem, lá isso acontecem! Muitas vezes andam até de braço dado com as desgraças. Senão atente-se: a escravatura, facto lamentável, associado à também, bastas vezes, não menos lamentável história da América do Norte, destilou, sobretudo após a guerra civil americana (esta será mote para audições futuras), o milagre dos “blues”, o vocabulário básico do “rock”. Aqui está a prova que era necessária para confirmar a ocorrência de milagres e a sua ligação inevitável às maiores desgraças da humanidade. Por exemplo, a Virgem apareceu aos pastorinhos, quando no país se vivia, ao que sei, uma desgraça ainda maior do que a actual… A confirmar esta mesma desgraça, está outro facto histórico: o de que as novas tendências, seja em que domínio fôr, chegam ao nosso jardim à beira mar plantado (votado à extinção segundo as últimas previsões da UE, no que toca à emissão de poluentes) cerca de 20 anos depois do facto Ler o resto desta entrada »

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O pudor (falso) impede, amiudadamente, os humanos de ter discussões elevadas sobre certos assuntos mundanos, até porque, demasiadas vezes socialmente pouco aceitáveis e mal interpretadas. A propósito, num dicionário de língua portuguesa que me passou pela mãos, sobre um dos significados de erotismo, pode ler-se “preocupações sexuais exageradas”! Assim, salvo se desejar ser apelidado de “tarado(a) sexual”, deve evitar, pois, pronunciar-se sobre assuntos eróticos e, portanto, traseiros, pelo menos em público: “vícios privados, públicas virtudes”.
Giles Berquet, fotógrafo de renome na área do erotismo, dizia dos traseiros femininos, serem a mais fascinante das maravilhas do mundo, monumentos ao amor. Jamais escreverei uma linha ou pronunciarei uma fala que diga o contrário. Se fosse católico praticante poderia jurá-lo sobre as chagas de Cristo (creio existir em certos meios este tipo de juramento, tomando o filho do Criador, ou mesmo Seu Pai, por testemunha ou invocando coisa sagrada) ou que me caísse um braço, ou algo semalhante (mas sem exageros, porque há coisa sobres as quais não deve nunca jurar-se). De forma alguma o ousarei! Ler o resto desta entrada »

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