Na medida (exacta) em que são 1.52 da manhã, podia muito bem estar calmamente dando uma “ouvidela” a um disco de Nick Drake, Elliot Murphy, Tim Buckley (todos mortos, excepto Murphy, que eu saiba, mas mesmo assim calmo) ou mesmo Antohny & The Johnsons. Mas não. O que hoje ouço é o som da metralha, de bombásticas explosões que desmembram seres e esfacelam crâneos: pernas para um lado, tronco para o outro, sangue a tingir o verde da selva (sim estamos na selva, na tundra africana), tudo em nome do destino pátrio.
Ouço os que para lá foram e regressaram empacotados, pernas e tomates misturados (do género cabidela) e enviados às carpideiras do solo materno. Um burado de 2 metros e os ossos nele assentes para todo o sempre. Amén!
A alternativa ao saco plástico: o sanatório dos (poli)traumatizados de guerra, Ler o resto desta entrada »

