A primeira vez que ouvi Phil Ochs foi em casa do “J”, há muitos anos atrás.
O incêndio em casa, provocado por uma negligente instalação eléctrica “do it yourself” que, para encurtar distâncias, recomendava, ao que parece, o trânsito de fios eléctricos por baixo das alcatifas coçadas e o seu “polegar assassino”, como o “F” alcunhara o dedo mais curto e grosso da mão direita do “J”, por virtude dos estragos que o seu assentar de agulha causava no vinil, haviam deixado o sobrevivente “Chords of Fame” de Ochs de tal forma que, entre o carvão, o pó e ruído de fritadeira, apenas as 2 ou 3 últimas canções de cada um dos lados deste disco duplo eram audíveis. Foi o suficiente para que este albúm póstumo, deste americano crítico acérrimo do sistema, porque verdadeiro patriota, da América dos anos 60, caísse que nem uma bomba (já agora atómica, porque estamos a falar da América) nos meus ouvidos.
Adquiri, desde esses tempos, o hábito ou o vício de ouvir Phil Ochs. Em dias de depressão, em dias de repressão, em dias de raiva e, irónicamente, também em dias de celebrar a vida! Ler o resto desta entrada »

