O jovem corria louco, enfurecido, no quinto andar!
Snifava cocaína e saltaria da ponte da revolução,
se quisesse possuir a loucura da infindável e porca existência.
Uma batina manchada das picadas e
a carne dilacerada pelo prazer da alucinação,
trazia no ventre os filhos cor-de-rosa das
raparigas assexuadas, nos actos saltadores de fios eléctricos e
do passear sem direcção com os miolos espalhados no
metálico da cobertura da cabina telefónica.
Os dias do verão apareceram vivos num momento de dor atroz e
olhos de cego homosexual viram pairando embuçados,
os bairros da lata incendiarem-se, com petróleo da longínqua arábia
dos donos da areia Ler o resto desta entrada »

